
Todo período pós-posse de prefeitos é marcado por notícias dando conta de irregularidades deixadas por quem sai e encontradas por quem chega. Apesar de muitos pedirem a aplicação da Lei de Responsabilidade Fiscal, para mim isso é uma questão de caráter e não pode deixar de ser analisada, também por esse lado.
O comportamento de certos políticos derrotados nas urnas, que abandonam suas cidades após as eleições, chama a atenção de especialistas e deixa este jornalista preocupado, pois o caráter de quem deixa e de quem assume é que direciona as conclusões.
A Lei de Responsabilidade Fiscal, em vigor desde maio de 2000, foi criada para evitar que prefeitos e governadores gastem mais do que arrecadam, ou seja, que não deixem administrações falidas para seus sucessores.
Um dos sinais de que o caráter de quem sai não é bom, é a rejeição das urnas - do próprio em tentativa de reeleição ou de seus indicados à disputa. Isso reflete o descontentamento da maioria da população diante da administração de seus prefeitos, sem contar que o comportamento de final de mandato destes políticos desonestos provocará uma mancha definitiva em suas carreiras. Dificilmente eles voltam ao poder. Em Nova Iguaçu, por exemplo, tivemos a administração do ex-prefeito Altamir Gomes (PDT) marcada por uma série de irregularidades, à frente da prefeitura (foto). Desde então, ele vem tentando se eleger vereador e deputado, mas não consegue. Na última eleição municipal, seu irmão, Alcemir Gomes (PDT), tentou uma cadeira na Câmara, mas não conseguiu.
Portanto, o abandono de administração não se enquadra na Lei de Responsabilidade Fiscal. Cabe aos novos prefeitos denunciarem seus antecessores à Controladoria Geral da União, ao Ministério Público ou ao Tribunal de Contas do Estado. Em geral, quem sai e deixa 'pepinos' para o sucessor tenta atrapalhar de todas as formas a transição e mais adiante são chamados para explicar a lambaça praticada. A não ser que 'padrinhos influentes e com poder', não permitam que se faça justiça.
Um dos sinais de que o caráter de quem sai não é bom, é a rejeição das urnas - do próprio em tentativa de reeleição ou de seus indicados à disputa. Isso reflete o descontentamento da maioria da população diante da administração de seus prefeitos, sem contar que o comportamento de final de mandato destes políticos desonestos provocará uma mancha definitiva em suas carreiras. Dificilmente eles voltam ao poder. Em Nova Iguaçu, por exemplo, tivemos a administração do ex-prefeito Altamir Gomes (PDT) marcada por uma série de irregularidades, à frente da prefeitura (foto). Desde então, ele vem tentando se eleger vereador e deputado, mas não consegue. Na última eleição municipal, seu irmão, Alcemir Gomes (PDT), tentou uma cadeira na Câmara, mas não conseguiu.
Portanto, o abandono de administração não se enquadra na Lei de Responsabilidade Fiscal. Cabe aos novos prefeitos denunciarem seus antecessores à Controladoria Geral da União, ao Ministério Público ou ao Tribunal de Contas do Estado. Em geral, quem sai e deixa 'pepinos' para o sucessor tenta atrapalhar de todas as formas a transição e mais adiante são chamados para explicar a lambaça praticada. A não ser que 'padrinhos influentes e com poder', não permitam que se faça justiça.
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